procedimentos estéticos e autoestima

Procedimentos estéticos e autoestima: qual é a relação?

Quando o paciente não está satisfeito com aquilo que vê no espelho, uma das opções é recorrer a procedimentos estéticos. Hoje, o avanço da medicina e da tecnologia permite melhorias no visual com diferentes técnicas. Muitas delas, cada vez menos invasivas.

É como se qualquer mudança, a qualquer momento, estivesse ao alcance de qualquer pessoa. Tamanha facilidade em melhorar a aparência requer uma boa parcela de consciência e autoconhecimento.

Afinal, será que todo procedimento estético vale a pena? Como saber o momento certo? Será que existem limites?

Conversa rápida sobre autoestima

A autoestima é um dos elementos determinantes para a maneira como o indivíduo relaciona-se com o mundo e consigo mesmo. Quando está confiante em relação a si mesmo, com sentimentos mais positivos a próprio respeito, a tendência é que isso traga consequências positivas também para as próprias atitudes.

Em meio a uma sociedade que coloca padrões de beleza distantes da realidade da maioria das pessoas, a autoestima pode ficar bastante fragilizada.

Porém, realizar procedimentos apenas para atender o que podemos considerar de exigências externas, pode não ser uma boa ideia.

Afinal, submeter-se a um procedimento mais invasivo, como lipoaspiração ou colocar próteses nas mamas, deve atender apenas ao desejo da própria pessoa.

Caso contrário, corre o risco de nunca estar satisfeita com o seu corpo. É melhor fazer uma reflexão: será que o desejo de mudar é genuíno?

Como os procedimentos estéticos podem ajudar?

Mais que estar belo, é preciso sentir-se belo. Fazer as pazes com a imagem no espelho ajuda a trazer mais confiança em si mesmo, o que reflete na autoestima.

Quando o paciente decide por si próprio que um procedimento estético pode ajudá-lo a recuperar a autoestima, está pronto para conversar com o médico responsável pela mudança.

Ao fim, mais de 20 anos frente a realização de cirurgias plásticas me ensinaram que as pessoas sentem-se mais confortáveis consigo mesmas, principalmente quando mudam algo que já incomodava há tempos.

Ou, quando o procedimento reflete alguma mudança mais profunda pela qual o paciente já passou internamente. Assim, ele deseja moldar a sua imagem de maneira que se identifique com aquele “novo eu”.

Mesmo assim, é importante ressaltar que nem todo procedimento estético sozinho é capaz de trazer autoestima.

Na maior parte das vezes, é importante que o paciente invista em autoconhecimento, autocuidado e em manter bons hábitos de vida.

A beleza exterior apenas reflete a harmonia que já existe no interior.

Em casos de pacientes que desejam controlar os efeitos do envelhecimento na pele, é ainda mais interessante que seja elevada essa consciência.

Entendo que a vida moderna pode ser uma grande vilã da autoestima e da qualidade de vida, não apenas pelos estímulos midiáticos, como também por desincentivar completamente os bons hábitos.

A massiva oferta de alimentos processados, a facilidade em manter-se na zona de conforto sem exercicios, toda a dificuldade em manter boas noites de sono.

No entanto, o paciente que decidiu por fazer procedimentos estéticos também deve decidir por mudar seus hábitos.

Assim, além de desfrutar de todos os benefícios de uma vida saudável, ainda prolonga a sua vida, retarda os efeitos do envelhecimento e auxilia na duração de muitos dos procedimentos estéticos realizados.

O acompanhamento psicológico é essencial para que muitos pacientes possam conhecer-se melhor e, assim, decidir com assertividade quais procedimentos estéticos podem auxiliar a sua autoestima.

Todos os dias, eu falo sobre saúde em minhas redes sociais. Espero por vocês lá para conversarmos mais sobre a relação entre procedimentos estéticos e autoestima.

Até a próxima!

Dr. Carlos Fernando

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