cirurgia bariátrica

Mitos e verdades sobre cirurgia bariátrica

A cirurgia bariátrica costuma ser o último recurso na luta contra a obesidade.

Quando diversos tratamentos já foram realizados, sem sucesso, a cirurgia pode ser indicada. No entanto, não é a cirurgia de forma isolada que combate o excesso de gordura, mas sim um conjunto de esforços.

O paciente precisa de todo um preparo físico, emocional e psicológico para passar pela cirurgia bariátrica.

Conforme informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, 1 em cada 4 brasileiros sofre com a obesidade. Os dados são do segundo volume da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2019, publicada em outubro de 2020.

Não é à toa que está cada vez mais comum conhecer pessoas que passaram pela cirurgia bariátrica. Como cada experiência é única, diversos mitos sobre esse procedimento podem surgir, mas merecem ser esclarecidos.

Qualquer pessoa acima do peso pode passar pela cirurgia bariátrica

MITO. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cirurgia bariátrica é recomendada a pacientes com IMC acima de 35 Kg/m² que tenham complicações como apneia do sono, hipertensão arterial, diabetes, aumento de gorduras no sangue e problemas articulares.

Também pode ser indicada a pacientes com IMC maior que 40 Kg/m² desde que já tenham passado por um tratamento clínico para perda de peso, incluindo reeducação alimentar, medicamentos e exercícios físicos, sem obter sucesso.

A redução do estômago tira a fome da pessoa

PARCIALMENTE VERDADE. A cirurgia altera bastante a fisiologia do paciente, logo, a mudança no tamanho do estômago não é o único fator pelo qual a pessoa come menos e emagrece.

A atividade de milhares de genes do corpo humano pode ser alterada pela cirurgia bariátrica, levando inclusive a mudanças no paladar e em alguns desejos alimentares.

A cirurgia bariátrica é mais arriscada que outras cirurgias

MITO. O risco é o mesmo que em qualquer outra operação. Hoje, trata-se de um meio considerado bastante seguro no tratamento da obesidade mórbida. 

Os riscos existem, no entanto, são mapeados e calculados nos exames pré-operatórios. Ao seguir todas as recomendações médicas, o paciente reduz muito qualquer complicação no pós-operatório.

O paciente só precisa consultar gastroenterologista e o cirurgião

MITO. Toda uma equipe multidisciplinar conduz o paciente à melhora da sua saúde antes e depois da cirurgia bariátrica. Ele precisa passar por acompanhamento nutricional, psicológico e com outros profissionais de acordo com a sua necessidade.

Isso porque as mudanças que esse procedimento traz são muito profundas. Assim, seus hábitos devem acompanhar o paciente para que possa viver melhor, com mais saúde e qualidade de vida.

Se o paciente era compulsivo por comida, por exemplo, apenas a cirurgia pode não ser suficiente para mudar isso. Ou, também pode correr risco de transferir essa compulsão para outras áreas de sua vida. Logo, o acompanhamento psicológico pode ser muito importante.

É obrigatória a cirurgia retirada de pele após a cirurgia bariátrica

MITO. Muitas vezes, o paciente que perde cerca de 25kg a 35kg consegue reverter o excesso de pele na alimentação e nas atividades físicas. Em especial, se o paciente for mais jovem.

Caso isso não ocorra, é preciso aguardar cerca de 2 anos para realizar a retirada do excesso de pele. Afinal, o objetivo é que já tenha perdido todo o peso necessário e desejado para realizar essa mudança.

Exercícios físicos são obrigatórios após a cirurgia

VERDADE. A cirurgia bariátrica traz mudanças de hábitos inadiáveis, incluindo os exercícios que auxiliam a controlar o peso saudável e evitar as gorduras, aumentando o ganho de massa muscular.

Você tem alguma dúvida a mais sobre cirurgia bariátrica? Espero ter esclarecido alguns dos principais mitos sobre a cirurgia bariátrica. Falo sobre assuntos relacionados à saúde e qualidade de vida todos os dias em minhas redes sociais. Você está convidado a interagir com meus conteúdos, enviando dúvidas e sugestões.

Até a próxima!

Dr. Carlos Fernando

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